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Procedimento · DIU hormonal
DIU Mirena com sedação: a inserção para quem tem receio da dor
Para quem adiou o DIU por medo da dor, ou já tentou colocar e não conseguiu. A colocação é feita em hospital-dia, com anestesiologista, e você volta para casa no mesmo dia.
01 — Para quem é
Quando a sedação faz diferença
A maioria dos DIUs é colocada no consultório, sem anestesia, e corre bem. A sedação é indicada quando há motivo para esperar mais dor ou mais dificuldade do que o normal.
- Muito medo da dor — medo suficiente para adiar ou desistir do método.
- Tentativa anterior sem sucesso — a colocação foi interrompida por dor, mal-estar ou porque o DIU não passou pelo colo do útero.
- Colo uterino estreito ou cicatrizado — mulheres que nunca tiveram parto normal, ou que já fizeram algum procedimento no colo do útero.
- Dor ao exame ginecológico — vaginismo, dor pélvica constante, endometriose.
- Escolha da paciente — quem prefere não estar acordada na hora.
O DIU hormonal serve para evitar gravidez e também para reduzir menstruação muito forte e cólica. A indicação — do dispositivo e da sedação — é definida na consulta de avaliação.
02 — Como é feito
Hospital-dia, anestesiologista e alta no mesmo dia
O procedimento acontece em hospital-dia — você entra e sai no mesmo dia — com um anestesiologista só para você. Não é uma cirurgia: é a mesma colocação do consultório, feita com você dormindo e monitorada.
- Chegada e preparo Conferência do jejum, dos exames e da avaliação pré-operatória. A paciente vai para a sala com o acompanhante aguardando.
- Sedação O anestesiologista aplica a sedação na veia e acompanha pressão, batimentos e oxigênio o tempo todo. Você dorme e não sente a colocação.
- Inserção guiada por histeroscopia Uma câmera bem fina entra pelo colo do útero e mostra a parte de dentro na tela. O DIU é colocado e a câmera confirma, na hora, que ele ficou no lugar certo. O procedimento em si dura poucos minutos.
- Recuperação Você fica na sala de recuperação até acordar por completo. Quem libera é o anestesiologista, quando você está bem acordada, sem enjoo e sem tontura — não é um tempo fixo.
Quando dá para colocar no consultório, essa continua sendo a primeira opção: mais simples, sem jejum e sem acompanhante. A sedação é para quem precisa dela.
03 — Antes
O que precisa estar pronto
| Item | Orientação |
|---|---|
| Consulta de avaliação | Confirma que o DIU hormonal e a sedação são indicados para você, revisa a sua saúde e afasta a possibilidade de gravidez. |
| Exames | Ultrassonografia transvaginal e preventivo (papanicolau) em dia. O teste de gravidez não é obrigatório; se houver dúvida ou incerteza, ele será solicitado e você será informada. |
| Avaliação pré-operatória | Avaliação clínica e exames, solicitados na consulta. Conte todas as alergias, cirurgias que já fez e todos os remédios que usa, inclusive os de emagrecer. |
| Medicações de uso contínuo | Continue tomando no horário de sempre, com pouca água — inclusive no dia do procedimento. |
| Semaglutida, tirzepatida e similares | Ozempic, Wegovy, Mounjaro, Saxenda e parecidos fazem o estômago esvaziar mais devagar, e por isso têm uma regra própria para a sedação. Avise na hora de marcar e não pare por conta própria: conforme o seu caso, a orientação pode ser pular a dose da semana (7 dias antes) ou a do dia anterior, e/ou ficar só de líquidos nas 24 horas antes. |
| Jejum | 8 horas sem comer e sem beber antes do horário marcado. |
| Acompanhante | Obrigatório, adulto, do começo ao fim. Sem acompanhante, o procedimento não é feito — é uma regra de segurança para você ir embora. |
| Dia do ciclo | Não interfere. O que importa é não estar grávida — e isso é visto na consulta. |
| Anticoncepcional atual | Continue com o método que já usa até a consulta de retorno confirmar que o DIU está no lugar certo. Só então ele é suspenso. |
| No dia | Roupa confortável, sem esmalte escuro nas mãos, sem joias. Levar documento, carteirinha do plano (se for pelo convênio), exames e a lista de medicações. Tome as medicações de uso contínuo com pouca água. |
Quem usa remédio para afinar o sangue, insulina ou tem outro problema que mexa com o jejum recebe orientação individual na avaliação pré-operatória — não siga a regra geral sem confirmar.
04 — Depois
O que esperar nos primeiros dias e meses
Da sedação você se recupera rápido; ao DIU, o corpo se acostuma em alguns meses. Saber o que é normal evita a maior parte da preocupação.
Nas primeiras 24 horas
- Não dirigir por 24 horas depois da sedação, nem mexer com máquinas ou assinar coisas importantes. O acompanhante leva você para casa.
- Cólica parecida com a da menstruação é comum nas primeiras horas e melhora com o remédio receitado.
- Sangramento leve ou "borra" no dia do procedimento é normal.
- Comida leve assim que tiver vontade; descanso no resto do dia.
Nos primeiros 7 dias — orientação do serviço
- Sem relação sexual.
- Sem absorvente interno ou coletor menstrual.
- Sem piscina, mar ou banheira.
- Sem atividade física.
- Siga com o anticoncepcional que você já usa — ele só para na consulta de revisão.
Essas regras são a orientação deste consultório para a primeira semana, quando o risco de o DIU sair do lugar é maior. As diretrizes internacionais não fixam uma regra única — preferimos o caminho mais seguro.
Nos primeiros meses
No começo é comum sangrar em mais dias do que você está acostumada. Não é falha do método: é o útero se acostumando com o hormônio.
A maior parte desses dias é de "borra" — aquela perda pequena, escura, que na maioria das vezes nem precisa de absorvente. Nos estudos que contaram dia a dia, no começo cerca de 2 de cada 3 dias com alguma perda são assim.
A melhora maior vem entre o 3º e o 6º mês. Daí em diante, a maioria das mulheres menstrua bem pouco, de forma espaçada, ou para de menstruar. A cólica também costuma diminuir.
Parar de menstruar não faz mal. Não acumula sangue, não é menopausa e não atrapalha engravidar depois que o DIU sai. É o hormônio deixando o endométrio fino — tem menos sangue para sair.
Cerca de 8 em cada 10 mulheres seguem com o DIU hormonal depois de um ano. Numa pesquisa brasileira com mais de cinco mil mulheres, nenhuma pediu para tirar o DIU por ter parado de menstruar.
O que falam por aí — e o que é verdade
- "O DIU fura o útero." Pode acontecer, mas é raro: cerca de 1 em cada 1.000 colocações. E acontece na hora em que ele é colocado, não semanas ou meses depois.
- "O DIU desce." O que pode acontecer é ele ser expulso, e o risco é maior nos primeiros 7 dias. É por isso que existem as orientações da primeira semana, os sinais de alerta acima e a consulta de revisão.
- "Se eu não sinto o fio, ele saiu." Não. Com o tempo é comum não sentir mais o fio, com o DIU perfeitamente no lugar. Não precisa ficar procurando.
- Na sua colocação, o DIU foi visto no lugar. A inserção com sedação é feita com histeroscopia: uma câmera fina mostra o interior do útero na tela. Você não sai com a dúvida se ele ficou no lugar.
Procure o consultório ou um pronto atendimento se tiver
- Febre (37,8 °C ou mais).
- Dor que não melhora com o remédio receitado, ou que piora depois do 2º dia.
- Sangramento que encharca um absorvente por hora, por mais de 2 horas seguidas.
- Corrimento com odor forte ou parecido com pus.
- Sensação de que o DIU saiu, ou fios que você sentia e não sente mais.
- Atraso menstrual com suspeita de gravidez.
Revisão
Ultrassom transvaginal de controle por volta do 10º dia. Você sai daqui com o pedido, faz o exame no laboratório e traz o resultado na consulta de revisão. Marque com alguns dias de folga, para o laudo ficar pronto a tempo.
A posição inicial já foi vista na histeroscopia; o ultrassom mostra que ela se manteve passados os primeiros dias, que é quando o DIU poderia sair do lugar. E olhar a imagem junto com você, na consulta, costuma resolver uma insegurança que explicação nenhuma resolve.
É nessa consulta que você para o método anticoncepcional antigo. Depois disso, a revisão é anual, dentro da rotina ginecológica. O DIU hormonal tem prazo de validade definido em bula; a data de troca fica anotada no prontuário e no cartão que você leva para casa.
05 — Convênio e valores
Pelo plano de saúde ou particular
A colocação com sedação envolve três partes: o consultório, o hospital e a anestesia. Isso muda o caminho da autorização e a forma de cobrar.
Pelo convênio
O implante de DIU hormonal consta do Rol da ANS. A cobertura concreta depende do plano, da rede credenciada e da análise da operadora — por isso o site não afirma cobertura. Quando há motivo clínico para a sedação — tentativa anterior que não deu certo, colo estreito, dor ao exame —, o consultório escreve essa justificativa e pede à operadora a realização em hospital, com anestesia. A análise segue as regras da operadora, dentro dos prazos máximos de resposta fixados pela ANS. Antes de marcar, conferimos o que o seu plano cobre e avisamos o que foi verificado.
Veja o passo a passo da autorização e as operadoras atendidas →
Particular
| Modalidade | O que inclui | Valor |
|---|---|---|
| Inserção ambulatorial, no consultório | Procedimento e dispositivo | R$ 2.400 |
| Inserção com sedação, em hospital-dia | A parte do consultório é informada na consulta de avaliação. Taxa do hospital, materiais e anestesia são cobrados pelo hospital e variam conforme o local | Sob orçamento |
Consulta de avaliação: a partir de R$ 450. Pagamento em dinheiro, Pix, cartão de crédito ou débito. Os valores podem mudar; o que vale é o informado pela secretaria na hora de marcar.
06 — Consultório
Onde e quando
Avenida Imirim, 3125 — Imirim, São Paulo — SP, 02465-400
Segundas e quartas, no período da tarde · atendimento presencial
A consulta de avaliação é no consultório. A colocação com sedação é feita em hospital-dia da rede do seu plano ou escolhido para atendimento particular — o local é definido na hora de marcar.
07 — Dúvidas
O que as pacientes perguntam
A inserção do DIU com sedação dói?
Durante o procedimento, não: você está sedada e, em regra, não sente nem se lembra da colocação. Depois, é comum uma cólica parecida com a da menstruação por algumas horas, que melhora com o remédio receitado.
Quanto tempo fico no hospital?
É um procedimento de hospital-dia: você entra, coloca o DIU, se recupera e vai embora no mesmo dia. Quem libera é o anestesiologista, quando você está bem acordada, sem enjoo e sem tontura — não é um horário fixo.
Preciso estar menstruada para colocar o DIU?
Não. O dia do ciclo não interfere. O que importa é não estar grávida — e isso é visto na consulta. Continue com o seu método anticoncepcional atual até a consulta de retorno confirmar que o DIU está no lugar certo.
Quais exames são necessários antes?
Ultrassom transvaginal e preventivo (papanicolau) em dia, além da avaliação clínica e dos exames pré-operatórios pedidos na consulta. O teste de gravidez não é obrigatório; se houver dúvida, ele será pedido e você será avisada.
Uso Ozempic, Wegovy, Mounjaro ou similar. Preciso parar antes?
Não pare por conta própria — avise na hora de marcar. Semaglutida, tirzepatida, liraglutida e parecidos fazem o estômago esvaziar mais devagar, e existe uma regra própria para a sedação: conforme o seu caso, a orientação pode ser pular a dose da semana (7 dias antes) ou a do dia anterior, e/ou ficar só de líquidos nas 24 horas antes. A orientação individual vem na avaliação pré-operatória.
O convênio cobre o DIU com sedação?
Depende do plano, da rede credenciada e da análise da operadora. O consultório confere o que o seu plano cobre antes de marcar e, quando há previsão de cobertura, prepara o pedido de autorização do procedimento em hospital, com anestesia, e do dispositivo.
Quando volto para revisão?
Você recebe o pedido de um ultrassom transvaginal de controle para fazer no laboratório por volta do 10º dia e trazer o resultado na consulta de revisão. A partir daí a revisão passa a ser anual, junto com a rotina ginecológica.
08 — Continue lendo
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Conteúdo informativo, elaborado e revisado por Dr. Marcelo Pires Henrique (CRM-SP 103798 · RQE 24928 — Ginecologia e Obstetrícia). Não substitui a consulta médica. As orientações de preparo e recuperação são as adotadas neste serviço e podem ser individualizadas na avaliação.