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Cirurgia ginecológica

Cirurgia ginecológica minimamente invasiva

Operar por dentro ou por três furos não é uma preferência de estilo. É o que a doença, a anatomia e o objetivo da paciente permitem.

CRM-SP 103798 RQE 24928 Ginecologia e Obstetrícia Av. Imirim 3125 · Imirim

O que significa "minimamente invasiva"

É o conjunto de técnicas que trata a doença sem a incisão aberta do abdome. Em ginecologia, isso se traduz principalmente em duas vias.

Histeroscopia. Uma ótica fina entra pelo canal do colo do útero e trabalha dentro da cavidade uterina. Não há incisão nenhuma — nem no abdome, nem na vagina. É a via para o que está dentro do útero: pólipos, miomas submucosos, sinéquias, septos, alterações do endométrio.

Videolaparoscopia. A câmera e os instrumentos entram por incisões de poucos milímetros no abdome. É a via para o que está fora da cavidade uterina: endometriose, cistos de ovário, miomas na parede ou na superfície do útero, aderências.

A escolha entre as duas não é preferência do cirurgião. É onde a lesão está.


Como a via de acesso é escolhida

SituaçãoVia habitualO que decide
Pólipo endometrialHisteroscopia cirúrgicaEstá dentro da cavidade — não há razão para abrir o abdome
Mioma submucosoHisteroscopia cirúrgicaGrau de penetração na parede (classificação FIGO 0, 1 ou 2) e tamanho
Mioma intramural ou subserosoVideolaparoscopiaNúmero, tamanho e localização; desejo de gestação futura
EndometrioseVideolaparoscopiaExtensão do acometimento e envolvimento de intestino, bexiga ou ureter
Cisto de ovárioVideolaparoscopiaCaracterísticas de imagem, marcadores e idade
Investigação de sangramentoHisteroscopia diagnósticaAchado do ultrassom e momento do ciclo

Quando a cirurgia aberta ainda é a escolha certa

Úteros muito volumosos, aderências extensas de cirurgias anteriores, suspeita de malignidade e algumas urgências continuam sendo indicações legítimas de laparotomia. Prometer que toda cirurgia será minimamente invasiva seria desonesto — a via se define no caso concreto, com os exames na mão.


Da primeira consulta ao pós-operatório

  1. Consulta e exame História clínica, exame ginecológico e revisão dos exames que você já trouxe. Muitas pacientes chegam com ultrassom feito e nunca explicado.
  2. Investigação dirigida Quando necessário, ultrassom transvaginal com preparo, histeroscopia diagnóstica ou ressonância. O objetivo é fechar o diagnóstico antes de discutir cirurgia — não o contrário.
  3. Decisão compartilhada As opções são apresentadas com o que cada uma resolve, o que não resolve e o risco de cada uma. Tratamento clínico e conduta expectante são opções legítimas e entram na conversa.
  4. Autorização do convênio Relatório médico, código do procedimento e materiais. É a etapa que mais atrasa cirurgia eletiva no Brasil, e é acompanhada pelo consultório.
  5. Cirurgia Realizada em hospital ou centro cirúrgico, com anestesista. Você recebe por escrito o que foi feito e o que esperar dos primeiros dias.
  6. Retorno Revisão da recuperação e do resultado do exame anatomopatológico, quando houver material enviado.

Quem opera

"Meu propósito é oferecer uma ginecologia moderna, baseada em evidências, aliando experiência clínica, cirurgia minimamente invasiva e um atendimento próximo e respeitoso."

Marcelo Pires Henrique é médico ginecologista inscrito no CRM-SP sob o número 103798, com Registro de Qualificação de Especialista (RQE) 24928 em Ginecologia e Obstetrícia, e especialista em administração em saúde.

Graduação

Medicina — Fundação Educacional Serra dos Órgãos, Faculdades Unificadas (Teresópolis, 2001)

Residência

Ginecologia e Obstetrícia — Hospital Maternidade-Escola Dr. Mário de Moraes Altenfelder Silva, "Maternidade Vila Nova Cachoeirinha" (São Paulo, 2002–2004)

Atenção primária

Estratégia Saúde da Família e Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) — UBS Morada do Sol, região do Jaraguá (São Paulo, 2006–2010), com atendimento à comunidade indígena da aldeia do Jaraguá

Hospitais

Hospital Maternidade-Escola Dr. Mário de Moraes Altenfelder Silva (desde 2006)
Hospital São Camilo Santana (desde 2009)

Gestão

Diretor Clínico e Diretor Médico do Hospital Municipal Maternidade-Escola Dr. Mário de Moraes Altenfelder Silva

Serviço público

Médico auditor da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo

Idiomas

Português e inglês

Formação complementar

Pós-graduação lato sensu em Terapia Sexual — Faculdade de Medicina do ABC e Instituto ISEXP (2006–2007)

A trajetória passou por atenção básica, ambulatório de especialidades e pronto-socorro antes da prática cirúrgica atual — Pronto-Socorro Municipal 21 de Junho, UBS Vista Alegre, Ambulatório de Especialidades Freguesia do Ó, Casa de Saúde Santa Marcelina. É a origem de uma consulta que começa pela escuta.

O consultório é presencial. Não realizo teleconsulta: a avaliação ginecológica depende de exame físico.


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