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Cirurgia ginecológica
Cirurgia ginecológica minimamente invasiva
Operar por dentro ou por três furos não é uma preferência de estilo. É o que a doença, a anatomia e o objetivo da paciente permitem.
01 — Definição
O que significa "minimamente invasiva"
É o conjunto de técnicas que trata a doença sem a incisão aberta do abdome. Em ginecologia, isso se traduz principalmente em duas vias.
Histeroscopia. Uma ótica fina entra pelo canal do colo do útero e trabalha dentro da cavidade uterina. Não há incisão nenhuma — nem no abdome, nem na vagina. É a via para o que está dentro do útero: pólipos, miomas submucosos, sinéquias, septos, alterações do endométrio.
Videolaparoscopia. A câmera e os instrumentos entram por incisões de poucos milímetros no abdome. É a via para o que está fora da cavidade uterina: endometriose, cistos de ovário, miomas na parede ou na superfície do útero, aderências.
A escolha entre as duas não é preferência do cirurgião. É onde a lesão está.
02 — Decisão
Como a via de acesso é escolhida
| Situação | Via habitual | O que decide |
|---|---|---|
| Pólipo endometrial | Histeroscopia cirúrgica | Está dentro da cavidade — não há razão para abrir o abdome |
| Mioma submucoso | Histeroscopia cirúrgica | Grau de penetração na parede (classificação FIGO 0, 1 ou 2) e tamanho |
| Mioma intramural ou subseroso | Videolaparoscopia | Número, tamanho e localização; desejo de gestação futura |
| Endometriose | Videolaparoscopia | Extensão do acometimento e envolvimento de intestino, bexiga ou ureter |
| Cisto de ovário | Videolaparoscopia | Características de imagem, marcadores e idade |
| Investigação de sangramento | Histeroscopia diagnóstica | Achado do ultrassom e momento do ciclo |
Quando a cirurgia aberta ainda é a escolha certa
Úteros muito volumosos, aderências extensas de cirurgias anteriores, suspeita de malignidade e algumas urgências continuam sendo indicações legítimas de laparotomia. Prometer que toda cirurgia será minimamente invasiva seria desonesto — a via se define no caso concreto, com os exames na mão.
03 — Percurso
Da primeira consulta ao pós-operatório
- Consulta e exame História clínica, exame ginecológico e revisão dos exames que você já trouxe. Muitas pacientes chegam com ultrassom feito e nunca explicado.
- Investigação dirigida Quando necessário, ultrassom transvaginal com preparo, histeroscopia diagnóstica ou ressonância. O objetivo é fechar o diagnóstico antes de discutir cirurgia — não o contrário.
- Decisão compartilhada As opções são apresentadas com o que cada uma resolve, o que não resolve e o risco de cada uma. Tratamento clínico e conduta expectante são opções legítimas e entram na conversa.
- Autorização do convênio Relatório médico, código do procedimento e materiais. É a etapa que mais atrasa cirurgia eletiva no Brasil, e é acompanhada pelo consultório.
- Cirurgia Realizada em hospital ou centro cirúrgico, com anestesista. Você recebe por escrito o que foi feito e o que esperar dos primeiros dias.
- Retorno Revisão da recuperação e do resultado do exame anatomopatológico, quando houver material enviado.
04 — Formação
Quem opera
"Meu propósito é oferecer uma ginecologia moderna, baseada em evidências, aliando experiência clínica, cirurgia minimamente invasiva e um atendimento próximo e respeitoso."
Marcelo Pires Henrique é médico ginecologista inscrito no CRM-SP sob o número 103798, com Registro de Qualificação de Especialista (RQE) 24928 em Ginecologia e Obstetrícia, e especialista em administração em saúde.
Medicina — Fundação Educacional Serra dos Órgãos, Faculdades Unificadas (Teresópolis, 2001)
Ginecologia e Obstetrícia — Hospital Maternidade-Escola Dr. Mário de Moraes Altenfelder Silva, "Maternidade Vila Nova Cachoeirinha" (São Paulo, 2002–2004)
Estratégia Saúde da Família e Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) — UBS Morada do Sol, região do Jaraguá (São Paulo, 2006–2010), com atendimento à comunidade indígena da aldeia do Jaraguá
Hospital Maternidade-Escola Dr. Mário de Moraes Altenfelder Silva (desde 2006)
Hospital São Camilo Santana (desde 2009)
Diretor Clínico e Diretor Médico do Hospital Municipal Maternidade-Escola Dr. Mário de Moraes Altenfelder Silva
Médico auditor da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo
Português e inglês
Pós-graduação lato sensu em Terapia Sexual — Faculdade de Medicina do ABC e Instituto ISEXP (2006–2007)
A trajetória passou por atenção básica, ambulatório de especialidades e pronto-socorro antes da prática cirúrgica atual — Pronto-Socorro Municipal 21 de Junho, UBS Vista Alegre, Ambulatório de Especialidades Freguesia do Ó, Casa de Saúde Santa Marcelina. É a origem de uma consulta que começa pela escuta.
O consultório é presencial. Não realizo teleconsulta: a avaliação ginecológica depende de exame físico.
05 — Páginas
Por procedimento e por sintoma
Cirurgia por dentro do útero, sem incisão. Pólipo, mioma submucoso e sangramento.
Comparativo Cirurgia de mioma sem corteHisteroscopia, laparoscopia e embolização lado a lado, por tipo de mioma.
Sintoma Sangramento uterino anormalMenstruação intensa, fora de hora ou após a menopausa: o roteiro de investigação.